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segunda-feira, 6 de agosto de 2018


Sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as veremos. A figura de La Catrina a “bela dama” do artista mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913+-) é representada pelo esqueleto de uma dama da alta sociedade com objetivo de lembrar que na morte não há diferenças sociais. É uma sabedoria do povo para demonstrar humildade e enfrentar o desconhecido. Para os mexicanos a morte faz parte da vida, assim como o sol morre e a lua nasce, não existiria felicidade se não houvesse a tristeza. O povo mexicano homenageia a morte celebrando o “dia de finados” costume milenar com hábitos do povo em diversas linguagens artísticas no país. Diego Riviera companheiro de Frida Khalo rebatizou a figura de Posada e a reproduziu em seu mural “Sonho de uma tarde dominical na Alameda Central”, pintada em 1948, vestida com um chapéu elegantíssimo ao lado dos três célebres artistas. Evidente que para o costume brasileiro a morte é diferente do que ensina a cultura mexicana que a trata com mais leveza, amenizando a dor da perda, dando chance para expressar de forma diferente o sentimento pelo ente querido, embora seja um tema sofrível para os brasileiros, a cultura mexicana não trata de maneira leviana. A consciência da morte para muitos é muito triste, por várias razões, algumas por relembrar temas da existência do individuo traumatizante, entretanto aprendemos na existência que perdemos e que ganhamos com cada escolha que fizemos a cada instante para nos tornar responsáveis e sujeitos. Assim morremos e renascemos ainda em vida.Todavia por morte entende-se a passagem da vida à decomposição, faz parte da vida não vivida, não experienciada. Há uma espécie de proliferação do ser, pois aquele que era deixa de ser. Por isso somos seres finitos na existência,ao se fazer cada escolha se dará um novo passo diante ao desconhecido, deixando para traz o passado, se faz necessário nascer de novo ainda em vida com possibilidades infinitas. Assumir a escolha é assumir a morte como possibilidade, para uma existência autêntica e criativa. Somos livres para escolher com toda angustia a nos presentear como um aviso de que não podemos tudo. Esse é o absurdo da existência. A vida se regenera, para recordar e acordar de novo, é um ciclo, um movimento incessante e um momento importante. Podemos morrer dizendo que nós escolhemos o melhor possível até esse momento. Há uma celebração a de que cumprimos bem a vida nesse mundo. A vida pede fé e coragem no que virá. A morte uma transformação à espera de um recomeço.

terça-feira, 6 de março de 2018

O QUE POUCA GENTE SABE SOBRE ESCREVER UM TCC

O texto de um TCC não pode ser escrito de qualquer jeito. Há muitas situações em que a Banca sequer entende o que o aluno quer dizer. Será que você sabe como fazer um TCC? A LINGUAGEM USADA NO TEXTO Um trabalho acadêmico deve ter uma linguagem técnica, que deve ser a característica fundamental do texto. Deve-se evitar o uso de termos imprecisos, vagos e ambíguos, ainda que se tenha que utilizar a linguagem natural. TEMPO VERBAL Quando você relata fatos científicos ou trabalhos publicados, use presente do indicativo; Quando você explicar o que fez ou o que obteve, use o passado; Use presente na introdução e na revisão bibliográfica; Use passado em materiais e métodos e nos resultados; Exceções: se você atribui uma afirmativa a alguém, use passado; se você apresenta na análise estatística, use presente. DICAS IMPORTANTES - Escreva com substantivos e verbos; - Use frases curtas; - Observe os tempos de verbo; - Antes de começar a escrever, faça um plano, isto é, divida os assuntos em capítulos e seções; - Os trabalhos acadêmicos devem transmitir com rigor formal as reflexões e considerações finais do autor. Para isso deve possuir clareza, concisão e impessoalidade: Clareza – utilização correta de terminologia e apresentação clara das ideias; Concisão – observação da objetividade na escrita evitando repetições. Os parágrafos devem ser curtos (em torno de 7 a 14 linhas) exprimindo uma unidade de raciocínio. Quando tal unidade muda deve-se abrir novo parágrafo. Impessoalidade – elaboração do texto utilizando-se de preferência a terceira pessoa no singular e verbo na voz ativa (sabe-se, entende-se, recomenda-se). Como a comunicação acadêmica deve ter um caráter impessoal, deve-se construir as frases com o “nós” (nós entendemos que) e não “eu”; ou então utilizar recursos que tornem o texto impessoal, como: “entende-se que...”, “conclui-se que...”, “percebe-se pela leitura do texto...”, “é válido supor....”. Não é necessário, portanto, dizer: “conforme vimos no item anterior” e sim “conforme visto no item anterior”; ou: em vez de “de acordo com o que dissemos no item anterior”, escreve-se: “de acordo com o que foi dito no item anterior”. Não escrever: “Quero demonstrar com este trabalho...”, pois o correto é: “Este trabalho quer demonstrar...”. Não escrever: “Meu objetivo com este trabalho...”, pois o correto é: “ O objetivo deste trabalho...”.

domingo, 12 de novembro de 2017