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segunda-feira, 5 de junho de 2017

ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO EXISTENCIAL

A atuação do terapeuta na clínica existencial é afetada por um olhar fenomenológico, assim como o seu olhar, a interação de quem não se coloca como detentor de saberes e respostas e nem tampouco como interpretadores de situações, fatos e demandas. A presença fenomenológica é desinteressada (no sentido de espontânea), gratuita, real, evitando uma presença técnica se isto quer dizer ser detentor de técnicas que visam resolver questões a partir de pressupostos teóricos, científicos ou mesmo do senso comum. O olhar fenomenológico é atento, não se volta ao evidente, mas à riqueza do que vê. Riqueza no sentido da particularidade, da singularidade do objeto.
Quando olhamos, ou escutamos, libertos de pressuposições e projeções (noésicas) de consciência, quando olhamos ou escutamos abertos ao detalhamento da singularidade do fenômeno, prontos a sermos surpreendidos e desejando mesmo a surpresa, o detalhe, a novidade, o contraditório... estamos olhando fenomenologicamente. Na terapia existencial não descuidamos da realidade comum ou científica. Não descuidamos da demanda, do sofrimento, da necessidade estabelecida, não descuidamos do diagnóstico, nem dos cuidados que surgem.
É que além de tudo isso estamos especialmente voltados à problematização de tudo isso, entendendo que há um para além da demanda, do comum, do diagnóstico, porque simplesmente há uma vida, uma pessoa, uma subjetividade que é mais importante que qualquer norma. Dar voz ao que vem na contramão do óbvio, é nosso papel.
Sobretudo porque sabemos que as pessoas são indeterminadas, e a realidade é feita a cada dia, a cada momento, a cada movimento, a cada escolha ou desescolha. E sabemos que o homem se encontra (a si mesmo) no mundo, é um ser-no-mundo, e que cada passo constitui um pedacinho a mais do ser. Como disse Sartre: “Não é dentro de nós que nos encontramos, não é em nenhum refúgio que nos descobriremos. É na rua, homem entre os homens, entre as coisas, no mundo”.
Quando falamos em redução fenomenológica estamos dizendo como Husserl que os conhecimentos aprioristicos e as concepções cientificas ou comuns são colocadas entre parênteses, de lado, e isto não significa descarte, mas o cuidado de permitir que o fenômeno se revele por ele mesmo, como ele mesmo, sem pressuposições que o determinem.
Outro dia li na internet um trecho que dizia: “Há um casamento que ainda não foi feito no Brasil: entre o saber acadêmico e o saber popular. O saber popular nasce da experiência sofrida, dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos. O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes. Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis.”
Quando penso na fenomenologia-existencial não consigo ver essa separação entre saber popular e saber acadêmico que o texto alude, já que o foco da fenomenologia é a própria vida vivida, o mundo vivido, o lebenswelt. Ou seja: o que importa é o que se vive, o fenômeno-experiência tal como ele acontece. É nessa direção que se olha. Um olhar fenomenológico despe-se de pressuposições noésicas, de idéias anteriores sobre as coisas. As coisas são como se apresentam a nós, numa perspectiva fenomenológica em que a essência é a própria aparência. 
A aparição do fenômeno é o que importa, e ele de nós se aproxima como fenômeno do ser, aquilo que imediatamente toma conta dos nossos olhos, dos nossos ouvidos, da nossa percepção imediata. É esta aparição que introduz o fenômeno à experiência que com ele começamos a vivenciar. E o ser do fenômeno resultará da série de aparições que se revelarão no tempo, possibilitando a descoberta da essência desse fenômeno.
É dessa forma que compreendemos que a proposta da Fenomenologia é exatamente dissipar qualquer abismo interpretativo que a ciência ou o saber formal pretendam colocar entre a nossa consciência e o fenômeno que ocorre diante de nós. O que significa um adolescente que cuidadosamente mantém uma pequena cruz amarela pintada na testa? E uma mulher que raspa os cabelos e só usa roupa branca ou preta? O que significa também uma pessoa que convive em sua casa com doze cachorros e mais ninguém?
As pessoas se sentem tentadas a interpretar esses exemplos. Os psicólogos e psicanalistas se sentem quase que tendo a obrigação de explicar direitinho o que afinal acontece com essas pessoas e suas manias excêntricas. Tudo que é ex-cêntrico (ou seja que foge à norma, que sai do centro, do costumeiro) tende a ser tachado como anormal ou pelo menos digno de análise e elucidação.
Pois a Fenomenologia vai entender como lebenswelt a experiência de cada um, fora de concepções apriorísticas, fora de qualquer significado que seja fruto de nossas intuições científicas ou intelectuais. O que a Fenomenologia quer afirmar é que toda pessoa é um fenômeno, e isto quer dizer que ela é única, e sendo única não pode ser interpretada a partir de concepções a priori ou ideias gerais sobre o seu comportamento. A psicanálise e a psicologia falam muito de subjetividade, mas também tratam muito de concepções gerais que negam a subjetividade. São concepções seriais, apriorísticas sobre o homem. Fruto disso as interpretações que sempre aspiram encontrar unidades humanas ou unanimidades nosológicas, psicopatológicas.
Na fenomenologia-existencial vemos a subjetividade como o próprio ser fenomênico em ação. Uma ação livre que deflagra um modo de ser único, do outro e de mais ninguém.
Segundo Virginia Moreira, o processo psicoterapêutico se produz na interseção dos lebenswelt do terapeuta e do cliente. O psicoterapeuta "passeia de mãos dadas" com o cliente em seu mundo vivido, buscando sempre compreendê-lo, sem nunca separar-se de seu próprio lebenswelt. Como escrevi em outro lugar: cada qual em seu lado, mas sempre lado a lado.
(Walmir Monteiro)

domingo, 5 de junho de 2016

SER TERAPEUTA EXISTENCIAL

Ser Terapeuta Existencial
(Walmir Monteiro)

A atuação do terapeuta na clínica existencial é afetada por um olhar fenomenológico, assim como o seu olhar, a interação de quem não se coloca como detentor de saberes e respostas e nem tampouco como interpretadores de situações, fatos e demandas. A presença fenomenológica é desinteressada (no sentido de espontânea), gratuita, real, evitando uma presença técnica se isto quer dizer ser detentor de técnicas que visam resolver questões a partir de pressupostos teóricos, científicos ou mesmo do senso comum. O olhar fenomenológico é atento, não se volta ao evidente, mas à riqueza do que vê. Riqueza no sentido da particularidade, da singularidade do objeto.
Quando olhamos, ou escutamos, libertos de pressuposições e projeções (noésicas) de consciência, quando olhamos ou escutamos abertos ao detalhamento da singularidade do fenômeno, prontos a sermos surpreendidos e desejando mesmo a surpresa, o detalhe, a novidade, o contraditório... estamos olhando fenomenologicamente. Na terapia existencial não descuidamos da realidade comum ou científica. Não descuidamos da demanda, do sofrimento, da necessidade estabelecida, não descuidamos do diagnóstico, nem dos cuidados que surgem.
É que além de tudo isso estamos especialmente voltados à problematização de tudo isso, entendendo que há um para além da demanda, do comum, do diagnóstico, porque simplesmente há uma vida, uma pessoa, uma subjetividade que é mais importante que qualquer norma. Dar voz ao que vem na contramão do óbvio, é nosso papel.
Sobretudo porque sabemos que as pessoas são indeterminadas, e a realidade é feita a cada dia, a cada momento, a cada movimento, a cada escolha ou desescolha. E sabemos que o homem se encontra (a si mesmo) no mundo, é um ser-no-mundo, e que cada passo constitui um pedacinho a mais do ser. Como disse Sartre: “Não é dentro de nós que nos encontramos, não é em nenhum refúgio que nos descobriremos. É na rua, homem entre os homens, entre as coisas, no mundo”.
Quando falamos em redução fenomenológica estamos dizendo como Husserl que os conhecimentos aprioristicos e as concepções cientificas ou comuns são colocadas entre parênteses, de lado, e isto não significa descarte, mas o cuidado de permitir que o fenômeno se revelo por ele mesmo, como ele mesmo, sem pressuposições que o determinem.
Outro dia li na internet um trecho que dizia: “Há um casamento que ainda não foi feito no Brasil: entre o saber acadêmico e o saber popular. O saber popular nasce da experiência sofrida, dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos. O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes. Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis.”
Quando penso na fenomenologia-existencial não consigo ver essa separação entre saber popular e saber acadêmico que o texto alude, já que o foco da fenomenologia é a própria vida vivida, o mundo vivido, o lebenswelt. Ou seja: o que importa é o que se vive, o fenômeno-experiência tal como ele acontece. É nessa direção que se olha. Um olhar fenomenológico despe-se de pressuposições noésicas, de idéias anteriores sobre as coisas. As coisas são como se apresentam a nós, numa perspectiva fenomenológica em que a essência é a própria aparência. 
A aparição do fenômeno é o que importa, e ele de nós se aproxima como fenômeno do ser, aquilo que imediatamente toma conta dos nossos olhos, dos nossos ouvidos, da nossa percepção imediata. É esta aparição que introduz o fenômeno à experiência que com ele começamos a vivenciar. E o ser do fenômeno resultará da série de aparições que se revelarão no tempo, possibilitando a descoberta da essência desse fenômeno.
É dessa forma que compreendemos que a proposta da Fenomenologia é exatamente dissipar qualquer abismo interpretativo que a ciência ou o saber formal pretendam colocar entre a nossa consciência e o fenômeno que ocorre diante de nós. O que significa um adolescente que cuidadosamente mantém uma pequena cruz amarela pintada na testa? E uma mulher que raspa os cabelos e só sua roupa branca ou preta? O que significa também uma pessoa que convive em sua casa com doze cachorros e mais ninguém?
As pessoas se sentem tentadas a interpretar esses exemplos. Os psicólogos e psicanalistas se sentem quase que tendo a obrigação de explicar direitinho o que afinal acontece com essas pessoas e suas manias excêntricas. Tudo que é ex-cêntrico (ou seja que foge à norma, que sai do centro, do costumeiro) tende a ser tachado como anormal ou pelo menos digno de análise e elucidação.
Pois a Fenomenologia vai entender como lebenswelt a experiência de cada um, fora de concepções apriorísticas, fora de qualquer significado que seja fruto de nossas in tuições científicas ou intelectuais. O que a Fenomenologia quer afirmar é que toda pessoa é um fenômeno, e isto quer dizer que ela é única, e sendo única não pode ser interpretada a partir de concepções a priori ou idéias gerais sobre o seu comportamento. A psicanálise e a psicologia falam muito de subjetividade, mas também tratam muito de concepções gerais que negam a subjetividade. São concepções seriais, apriorísticas sobre o homem. Fruto disso as interpretações que sempre aspiram encontrar unidades humanas ou unanimidades nosológicas, psicopatológicas.
Na fenomenologia-existencial vemos a subjetividade como o próprio ser fenomênico em ação. Uma ação livre que deflagra um modo de ser único, do outro e de mais ninguém.
Segundo Virginia Moreira, o processo psicoterapêutico se produz na interseção dos lebenswelt do terapeuta e do cliente. O psicoterapeuta passeia de mãos dadas com o cliente em seu mundo vivido, buscando sempre compreendê-lo, sem nunca separar-se de seu próprio lebenswelt. Como escrevi em outro lugar: cada qual em seu lado, mas sempre lado a lado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA

DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA é a patologia que se refere ao uso compulsivo de aparatos eletrônicos de comunicação, como o celular e seus aplicativos, e da internet e suas redes sociais. Sabe-se que não há mal algum nas tecnologias em si, pois são canais de comunicação e diversão como qualquer outro; o problema é o desenvolvimento da dependência tecnológica que faz a pessoa buscar nesses aparelhos e aplicativos a compensação de angústias e carências não tratadas, além de priorizarem essas relações tecnológicas em detrimento de suas relações pessoais. O vídeo game também se enquadra nesse espectro das fontes de dependência tecnológica, sempre ressaltando, claro, que existe a possibilidade de uso normal de tudo isso.
Na dependência de tecnologia quase sempre encontramos outros distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e baixa autoestima, que causam imenso vazio e as pessoas tentam preenchê-lo se ligando obsessivamente a objetos que fornecem a ilusão de bem estar, gerando certo anestesiamento da realidade “real”, e assim acabam comprometendo no dependente seus relacionamentos familiares e sociais, reforçando um perfil antissocial e prejudicando os estudos e o trabalho. 
Pesquisadores do NPPI-Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, revelam que esses dependentes tecnológicos deixam de dormir e faltam à escola e ao trabalho, e assim vão substituindo e perdendo coisas da rotina para ficar usando a tecnologia como objeto de dependência e compulsão.
Uma das melhores formas de você avaliar o seu grau de dependência, ou se faz uso normal ou patológico da tecnologia é ficando dois ou três dias sem acessar nada, e aí você observa as suas reações físicas e emocionais. Ocorrendo reações de abstinência, procure um psicólogo.
(Walmir Monteiro)

sábado, 7 de maio de 2016

Hora de esquina


sábado, 7 de novembro de 2015

Local: Centro Cultural de Mogi Guaçu, São Paulo
07/11/2016 - Orientação do Psic. Walmir Monteiro

"Foi tudo fantástico, do início ao fim. Não sentimos o tempo passar. Revivi momentos, lembrei histórias. A atividade de "volta à infância" foi algo inesquecível, levarei comigo para o resto da vida.Estou totalmente grata por tudo, não há como explicar a sensação que estou sentindo". (MF)

"Foi muito interessante, muito importante. Senti que preciso de ajuda para superar coisas que até hoje não consegui entender. Gostei de sentir de forma tão profunda os exercícios. Quero agradecer pela oportunidade e parabenizar o psicólogo Walmir pelas técnicas utilizadas e principalmente por saber lidar com as pessoas e orientá-las. É uma experiência que quero repetir novamente" (T)

"Essa Oficina representa importante oportunidade tanto de conhecimento de técnicas quanto para a possibilidade de um contato da pessoa consigo mesma, olhando para o seu próprio inconsciente e exteriorizando sentimentos." (H)

"Foi uma experiência muito rica. Instrumento indispensáveis para o psicólogo". (A)

"Fiquei encantada com  curso. Muito obrigada por proporcionar-me esse dia de conhecimento e cura. Todos os momentos foram preciosos, mas o psicodrama foi de muita ajuda. Obrigada, mais uma vez" (M)

"Hoje, 7 de novembro de 2016, foi um sábado muito diferente de todos que já vivi. Foi uma experiência incrível, que proporcionou um encontro comigo mesma, um autoconhecimento mais aperfeiçoado. Tive sensações inexplicáveis e jamais sentidas antes. Pude me identificar também com outras pessoas e com outras histórias. O evento é muito bem organizado e preparado para lidar bem com as mais diversas situações". (TM)

"Foi muito bom. Tive várias sensações. O psicodrama mexeu muito comigo. Saio daqui mais forte". (AB)

"Todos os exercícios foram curiosamente muito interessantes, principalmente o relaxamento profundo. Uma experiência muito boa que me fez relembrar momentos, ter percepções novas e diferentes sobre a atividade hipnótica. Muito bom" (MM)

"Foi uma excelente experiência sobre coisas que quero aprender mais para poder utilizar profissionalmente mais à frente". (TF)

"Foi ótimo!!" (J)

"Experiência muito válida. Creio que seria de grande importância se todo profissional de psicologia tivesse essa experiência. E bom seria se pudéssemos passar por essa vivência todas as semanas. Vale muito a pena!" (DP)

"Gostei dos exercícios de respiração terapêutica, agora para mim será uma constante. Mas o momento que preferi foi o momento da "volta à infância" pois recordar tudo aquilo me fez muito feliz e me trouxe saudades e paz. Não conhecia o psicodrama.Achei muito interessante as trocas e as sinalizações a partir das falas dos participantes. Quero mais !!".(P)

"Avalio que gostei muito do curso. Professor nota 10. A parte que mais gostei foi do relaxamento total, nunca tinha feito ou passado por tal experiência". (R)




quarta-feira, 22 de abril de 2015

COMO FORMATAR O TCC

“As regras da ABNT 2015 são fundamentais para fazer a formatação dos trabalhos acadêmicos, principalmente o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). As normas são usadas internacionalmente, mas reguladas no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. Quando o conhecimento científico está dentro das normas técnicas, ele indica confiabilidade e segurança. As normas também ajudam a organizar as informações e estruturá-las dentro de um trabalho.
Qual a importância da ABNT nos trabalhos  acadêmicos?
As normas da ABNT são importantes nos trabalhos de pesquisa porque criam uma uniformidade, ou seja, um padrão que é facilmente compreendido por pesquisadores de todo o mundo. A cada ano, a ABNT costuma revisar as suas regras e atualizá-las. As mudanças efetuadas são poucas, mas é muito importante que o estudante procure conhecê-las a fundo para adaptar a formatação dos seus trabalhos.
Regras da ABNT para TCC
Deixar o TCC dentro das normas da ABNT  não é tarefa fácil. Além de conhecer as regras gerais, o estudante também precisa se informar sobre as exigências da sua universidade.
Estrutura do trabalho
Capa: deve conter o nome da instituição, curso, autor, título do trabalho, cidade e ano.
Folha de rosto: apresenta nome do autor, título, cidade e ano e uma breve nota descritiva, que deve conter o objetivo do trabalho e o nome do orientador.
Dedicatória/agradecimentos: espaço no qual o autor presta homenagens e faz agradecimentos.
Resumo: é um texto, de 150 a 500 caracteres, que sintetiza em um único parágrafo as ideias do trabalho.
Sumário: serve para apresentar as enumerações das páginas e as respectivas seções do trabalho. O alinhamento é à esquerda, sem recuo.
Introdução: deve conter os temas que serão tratados no trabalho, além da justificativa e do objetivo do TCC.
Desenvolvimento: a principal parte do trabalho, que deve conter a exposição do assunto tratado de forma detalhada e completa.
Conclusão: é a finalização do trabalho, onde o autor recapitula o assunto e fala um pouco sobre os resultados.
Regras de formatação
Não sabe como formatar o trabalho de conclusão de curso? Então acompanhe a seguir as principais regras de formatação do TCC:
Numeração da página: a contagem começa na folha de rosto, mas só aparece a partir da introdução. Os algoritmos devem aparecer sempre no canto superior direito, a 2 cm da borda.
Margens: a superior e a esquerda devem ter 3cm de distância da borda. Já a inferior e a direita devem apresentar margem de 2cm.
Títulos: é importante que sejam escritos no tamanho 12, usando Arial ou Times New Roman.
Texto: o texto do TCC deve ser escrito com fonte Arial ou Times, com as letras no tamanho 12 e espaçamento de 1,5 entre as linhas.
Notas de rodapé: letras com tamanho 10 e espaçamento simples.
Citações
Direta: traz o sobrenome do autor em caixa alta, o ano de publicação e a página da citação.  Esta informação deve estar entre parênteses e separada por vírgulas. Se a citação tem menos de três linhas, então ela é feita no corpo do texto, contando com aspas duplas. Quando a citação tem mais de três linhas, ela deve ter um recuo de 4 cm com relação ao restante do texto, sem destaque de aspas.
Indireta: é uma citação feita dentro do próprio texto, só que deve conter sobrenome do autor e ano de publicação entre parênteses.
Referências:
Livro: sobrenome do autor em caixa alta, nome do autor, título em negrito, edição, cidade, editora e ano de publicação.
Exemplo: PELCZAR JUNIOR, J. M. Microbiologia: conceitos e aplicações. 2. ed. São Paulo: Makron Books,. 1996.
Site: sobrenome do autor, nome do autor, título do texto, ano, link e data de acesso.
Exemplo: MORETTI, Isabella. “Regras da ABNT para TCC: conheça as principais normas”. 2014. Disponível em: <http://viacarreira.com/regras-da-abnt-para-tcc-conheca-principais-normas>. Acesso em: 02/02/2015.”


quarta-feira, 7 de maio de 2014

A FALA AUTÊNTICA E O INCONSCIENTE FENOMENOLÓGICO

(Breve reflexão diante de propostas da Clínica do Lebenswelt de Tatossian e Moreira)
Walmir Monteiro
Não é que não exista o inconsciente. O que não se concebe no Lebenswelt é qualquer cisão entre consciente e inconsciente, nem entre individual e social ou interior e exterior. Na proposta monista fenomenológica tudo é simultâneo e se entrelaça no quiasma, entre o universal e o singular, numa constante relação de implicação. Para bem dizer, os processos inconscientes de modo algum se desprendem dos processos conscientes, e para um dito ainda melhor, consideramos que ambos processos se fundem de tal modo que não se torna possível identificá-los. Somos, portanto, consciência e inconsciência em uma só tomada, fusionados sob qualquer visão, prisma ou perspectiva.
Sartre afirmou que tudo que está na mente é consciente, e rejeitou de modo enfático a ideia de causas inconscientes, atribuindo má-fé a esta concepção freudiana. Ele rompeu com a psicanálise por esta retirar a responsabilidade do indivíduo ao invocar a ação de estados mentais inconscientes, que para ele não existem e defende que a consciência é necessariamente transparente para si mesma, com todos os aspectos da nossa vida mental sendo intencionais, escolhidos, e de nossa responsabilidade, coisa incompatível com o determinismo psíquico de Freud.
Já Merleau-Ponty propõe a noção de “fala autêntica” enquanto expressão do inconsciente em psicoterapia, criando o seu próprio conceito de inconsciente. O conceito gestaltista de figura e fundo e a metáfora onda/mar são úteis à compreensão da noção de inconsciente em Ponty, assim como as reflexões do ator em torno de “O visível e o invisível” quando diz que o invisível não é contraditório do visível que possui algo de invisível, sendo o visível prenhe do invisível. Para Merleau-Ponty o inconsciente funciona como pivô existencial. Ele é e não é percebido. O inconsciente para ele não se opõe à consciência, mas se impõe na percepção, no quiasma da experiência sensível de interseção corpo-mundo, e é compreendido como a atmosfera que entrelaça o corpo e o mundo; jamais como estrutura linguística, mas como articulação visível-invisível – processo de percepção.
Como exemplo de processo inconsciente, em seus termos e conceitos, Merleau-Ponty aponta a “fala autêntica” em psicoterapia, que é a fala de quem não pensou antes naquilo que irá falar. (Amatuzzi, 1989). Também a fala do psicoterapeuta será autêntica se significa a formulação de sua reação total e integral à fala do paciente. A fala autêntica para Merleau-Ponty é a fala original que jamais havia sido formulada anteriormente, não sendo representação consciente de alguma coisa, mas uma percepção que faz parte da experiência sensível.
Ver:
Clínica do Lebenswelt – psicoterapia e psicopatologia fenomenológica.
Tatossiane Moreira. Ed. Escuta